A trajetória pessoal, acadêmica e artística de Sergio Romanelli, professor universitário, defensor dos direitos LGBT e cantor, é destaque em um capítulo do livro “Corpos Transgressores: Políticas de Resistência”, uma coletânea que reúne autores de Campinas (SP), Curitiba, Londrina e Jacarezinho (PR), Salvador (BA), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Genebra (Suíça). O Rohmanelli artista, retratado em foto de Antonio Rossa, ilustra a capa da obra, que é dedicado a Dandara dos Santos, travesti assassinada em 2017 em Fortaleza (CE). Segundo dados da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), em 2017 ocorreram 179 assassinatos de pessoas trans no Brasil.

O artigo escrito por Rohmanelli, batizado de “Corpo Transpop: O limiar entre o acadêmico, o artístico e o imaginário gay”, foi publicado em versão reduzida na primeira edição da revista OHM Music Magazine, de Belo Horizonte (MG). O texto condensa o sofrimento, a liberdade e a rebeldia de quem sofreu desde criança violências físicas, psicológicas e verbais por fazer do seu corpo uma transgressão, seja no dia a dia, na arte e também no mundo acadêmico, sempre desconstruindo paradigmas.

— Não sou uma pessoa conservadora nem um professor tradicional: não sigo os padrões. No mundo artístico nem se fala. Explico no capítulo o que é o Anomalous, o projeto por trás do CD e do Transpop. Infelizmente ou felizmente, esse foi o corpo que me coube e tenho orgulho dele. Desde criança levo esse corpo andrógino que me foi dado e sofro as violências de vários tipos que esse corpo desperta. É um artigo bastante pessoal, mas que traz as teorias nas quais me apoio na vida acadêmica, artística e pessoal. Precisamos nos armar de muita resistência para levar isso adiante.

Compre: Editora Pontes